INFORMAR, INSPIRAR E CONECTAR pessoas que pensam a cidade de forma sistêmica e da mesma forma buscam agir sobre ela, apresentando soluções

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Livro Digital Versão Beta Cidades Sustentáveis

http://es.scribd.com/doc/58025785/Construcoes-Sustentaveis-Livro-Versao-Demonstrativa

Como Fazer uma Cidade  Excelente. (em ingles)

How_to_make_a_city_great.pdf

Artigo sobre a degradação do plástico oxibiodegradável de Joseph Greene, Ph.D. Degradation-of-Biodegradable-Joseph%20GreenePhD.pdf ,

Petição da cidade da Califórnia contra a Aliança de fabricantes de sacolas plásticas  "Save the Plastic Bag Coalitiaon""

Texto em inglês

Planificacion-Ciudades-Sustenibles.pdf

Estados-d-lasciudades-LatinoAmericansyCaribe2009castellano.pdf

 

Documento para Discussão ONU Rio+20

OFuturoqueQueremos_rascunho_zero.pdf 

Análise de Risco  para Investidores do Complexo Hidrelético de Belo Monte

 

 

PLANO B - Lester Brown, português.
PlanoB_Lester_Brown.pdf
DeficitHabitacionalBrasil.pdfMarcelo_Takaoka_SBCS08.pdf

Últimas atividades

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"Olá, Lauro. Seja bem vindo ao cidade sustentável. Abraço fraterno solidário."
25 Set
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"Oi, Lauro. Bem vindo. Qual foi o artigo através do qual você ficou sabendo desta comunidade?"
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"Seja Bem-vinda! "Tenha a certeza que se você fez uma pequena coisa bem, você pode também fazer uma grande coisa bem." (David Storey)"
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8 Jan
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São Paulo: Fabíola Cidral at TEDxJardins

Fabíola Cidral TEDxJardins City2.0 - Sao Paulo, Brazil - September 20th, 2013 Curator and Organizer: Elena Crescia Co-organizer: Ariel Kogan Graphic Design: ...
22 Dez, 2013

Notas

Plano B - Palestra com Lester Brown

Criado por Deborah Munhoz 3 Dez 2009 at 15:05. Atualizado pela última vez por Deborah Munhoz 3 Dez, 2009.

Página Inicial das Notas

Criado por Deborah Munhoz 28 Jul 2009 at 14:27. Atualizado pela última vez por Deborah Munhoz 28 Jul, 2009.

 

UMA REDE PARA INFORMAR, INSPIRAR E CONECTAR


A palavra "Sustentabilidade" caiu na mídia. Falada por muitos e entendida por muito poucos. Mais recentemente, vem entrando para o setor da Construção Civil e para o discurso dos gestores de cidades. O fato é que viver de modo sustentável envolve muito mais do que usar energia solar ou banir sacolas plásticas. Envolve mudança de estilo de vida, conhecimento, avanço tecnológico, evolução espiritual, uma nova economia. A sustentabilidade é como a linha do horizonte... serve para nos orientar para camiharmos em direção a ela.

E as cidades? Cidades são feitas por pessoas e para pessoas. Somente mudam quando as pessoas mudam. Criei esse espaço para INFORMAR, INSPIRAR E CONECTAR pessoas que ocupam ou desejam se ocupar (não pré-ocupar) em desenvolver soluções para os espaços urbanos. Compartilho com a visão de Jaime Lerner quando ele diz que a solução dos problemas urbanos estão ligados à EQUIDADE, CO-RESPONSABILIDADE e DESIGN.

Fiz então um ponto de encontro para quem está buscando um novo estilo de vida nas cidades. Uma conexão para quem quer conversar sobre SOLUÇÕES.

Ficamos em contato!

Deborah Munhoz
www.deborahmunhoz.wordpress.com

Fotos

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NOTÍCIAS

“Qual será o 11 de setembro da mudança climática? Um furacão atingindo Wall Street?”

qua, 31/10/12
por Equipe Milênio |
Veja a entrevista completa em 

 

Com a bolsa de Nova York fechada por dois dias por causa do furacão Sandy, dá até arrepio reler este trecho do livro de Paul Gilding. Ainda não parece ser este o momento do “Grande Acordar” (Great Awakening) que ele anuncia como inevitável, mas quase.
Este furacão não destruiu nem paralisou Nova York como poderia (estávamos 200 kms ao Norte do centro) mas serviu para trazer a discussão do aquecimento global de volta, senão na disputa pela Casa Branca (de onde está totalmente ausente), pelo menos nos círculos mais esclarecidos e nas redes sociais.

Desastres como este, diz Gilding baseando-se nas previsões dos meteorologistas, se tornarão cada vez mais freqüentes e levarão ao “Grande Acordar”. Ele acha que é inevitável. Pode não estar correto, acho impossível prever, mas merece ser ouvido e discutido.
Gilding não acredita em mudanças lentas e paulatinas. Para ele, o investimento em fontes renováveis de energia é louvável mas sozinho não resolve nada. Só mesmo uma revolução política radical que crie uma “economia de guerra” para enfrentar o aquecimento da atmosfera poderá ter sucesso, e por isso ele diz que essa revolução será inevitável, e bem sucedida.
Não sabemos. Mas levamos Gilding a Times Square para conversar sobre isso. No livro, ele conta que foi em Times Square que percebeu que a mudança não seria gradual. Que a sociedade de consumo é forte demais para mudar gentilmente. Só mesmo um furacão para derrubá-la.

Gilding estava de passagem por Nova York, de férias com a família. Vive com a mulher e os três filhos numa fazenda num lugar remoto da Austrália, a ilha da Tasmânia. Produz seus próprios alimentos e fontes de energia e acredita que sua família será auto-sustentável quando, num futuro não muito distante, acontecer a “Grande Ruptura”.

Aproveitamos a entrevista com Gilding e essa locação para experimentar um novo formato no Milênio : gravar a conversa enquanto andamos por um lugar que tem a ver com o assunto, e acho que deu certo. Os repórteres cinematográficos Gui Machado e Rob Langhammer e o operador de áudio Guihermo Pena-Sapia andavam, de costas, na nossa frente, enquanto Paul e eu conversávamos.
Foi pra mim bastante desconfortável, prestar atenção ao mesmo tempo na conversa e nessa megaoperação televisiva.

E Times Square, mesmo num domingo de manhã, é um lugar barulhento e tumultuado. Mas Gilding tirou de letra. E gostou da conversa. Espero que você também goste.

por Jorge Pontual

 

Índia cria habitações sustentáveis resistentes a desastres naturais

EcoD

Arquitetos indianos criaram um conceito de habitação feito de bambu e resistente a desastres naturais. O prédio possui três andares e foi construído sobre palafitas com um núcleo resistente a terremoto, ventanias e tempestades. O projeto inclui a coleta de água da chuva, reciclagem de água, plantações e espaço comercial para que o prédio se torne uma comunidade sustentável.

O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2012/marco/india-cria-habitacoes-sustentaveis-resistentes-a#ixzz1pJYKNlTB Condições de uso do conteúdo Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives As habitações são feitas de bambu/ Fotos:Vasanth Packirisamy e Equipe

Fazem parte do projeto os arquitetos Komal Gupta, Vasanth Packirisamy, Vikas Sharma, Sakshi Kumar and Siripurapu Monish Kumar. A ideia deles foi criar uma comunidade ecológica com unidades de habitação, dois centros comunitários, instalações médicas, creche, mercado, uma biblioteca e um amplo espaço verde ao ar livre, com resistência aos eventos naturais extremos.

O prédio possui três apartamentos por andar todos eles com cozinha, banheiro e um deck feito de bambu que pode ser convertido em uma sala ou um quarto. A parte central da construção é equipada com água e energia.

Já os centros comunitários são construídos fora da terra, com materiais resistentes para suportar os desastres, no intuito de evitar inundações. A água da chuva é reciclada. Os telhados captam e a armazenam em um tanque, na parte inferior da estrutura.

Em casos de fortes tempestades, os apartamentos de bambu até podem ser destruídos. No entanto, o centro, à prova de desastres, permanece. O que for destruído poderá ser reconstruído de forma rápida e barata.

O projeto foi criado para participar da competição de arquitetura “Design Against the Elements”, com empresas do mundo tudo. A iniciativa do evento aconteceu depois da devastação causada pela tempestade tropical Ondoy, nas Filipinas. A meta é reunir as inovações em arquitetura, design e planejamento urbano para o desenvolvimento de construções resistentes a desastres para comunidades que vivem em áreas urbanas tropicais.

 
 
 
 
CAPITAL MINEIRA É UMA CIDADE CONTROVERSA
 
 
 
Sistema de Indicadores Nossa BH mostra uma cidade controversa

Dados exigem um diálogo local com todos os setores para averiguar as causas e buscar soluções para os índices mais preocupantes

O evento de lançamento do sistema de indicadores Nossa BH, ocorrido na Câmara Municipal de Belo Horizonte na última terça-feira(6), teve uma presença marcante de gestores públicos, dirigentes de partidos políticos e lideranças sociais interessadas em conhecer melhor os dados sobre a cidade.

Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo foi o primeiro palestrante, apresentando o Programa Cidades Sustentáveis, plataforma que tem por objetivo a mobilização de candidatos e sociedade em prol da qualidade de vida nas cidades. 

O programa, realizado pela Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, Rede Nossa São Paulo e Instituto Ethos, com apoio da Fundação Avina e Instituto Arapyaú, oferece um banco de dados de boas práticas de sustentabilidade existentes em todo o mundo, alinhados a centenas de indicadores, agrupados por 12 eixos temáticos, envolvendo políticas públicas vitais como saúde, educação, cultura, entre outros.

O empresário, conhecido pela sua forte atuação em prol da responsabilidade social empresarial, destacou a importância dos candidatos aderirem ao programa através da carta-compromisso, que compromete partidos e pré-candidatos nas próximas eleições municipais a incorporarem a sustentabilidade nos seus programas de governo. 

Os diretórios Municipais do PPS, PV e PT e a pré-candidata Ilce Perdigão, do PSDB de Vespasiano, assinaram a carta compromisso do Programa.

Em seguida, Gláucia Barros, integrante do Movimento Nossa BH, destacou a relevância do sistema para a discussão com as comunidades das quarenta sub-regiões avaliadas em seus indicadores de saúde, educação, violência, juventude, meio ambiente e assistência social. 

“O diálogo que o sistema propõe traz uma nova perspectiva para o planejamento público da cidade, que deve considerar a busca conjunta de soluções para as graves desigualdades encontradas nesta apuração”, enfatizou a palestrante.

A representante do MNBH ressaltou a importância da aprovação em segundo turno pelos vereadores da Proposta de Emenda à Lei Orgânica que institui a obrigatoriedade do plano de metas para a cidade, coerente com os programas apresentados à época das campanhas eleitorais. 

Segundo Glaucia, há uma expectativa do MNBH de que o diagnóstico da cidade, apresentado no Sistema de Indicadores, seja considerado pelos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Vereadores de Belo Horizonte. 

Elvis Bonassa, Diretor da Kairós Desenvolvimento Social, que realizou o levantamento dos dados, apresentou o sistema para o público, mostrando que Belo Horizonte é uma cidade controversa.

Entre os dados fornecidos, chamou a atenção o índice de baixo peso ao nascer, o pior entre as 27 capitais do país. Em 2010, o índice foi de 10,61%, o que corresponde a 3.285 casos. 

Por outro lado, a cidade está em primeiro lugar no baixo índice de mães adolescentes, de domicílios sem rede de água e de desemprego.

Entre as regionais, os números mostram a desigualdade existente dentro da capital: o índice de agressão às mulheres varia de 2,37% na região Oeste 5 (Buritis, Estoril, parte do Olhos D'Água (Parte) e do Santa Lúcia) para 38,43% na região Noroeste 5 (Bairros Aparecida, Bom Jesus, Bonfim, Ermelinda, Lagoinha (parte), Nova Cachoeirinha, Nova Esperança, Pedreira Padro Lopes, Santo André, São Cristóvão (parte), Senhor dos Passos, Sumaré, Vila Maloca, Vila Nova Cachoeirinha 1ª Seção, Vila Nova Cachoeirinha 2ª Seção. A região também está entre as piores no índice de homicídios. 

Após a apresentação, cidadãos e gestores debateram os dados mostrados. O Secretário de Planejamento Orçamento e Informação da Prefeitura Municipal, Paulo Bretas, falou da importância de ir além do número, que muitas vezes não traz em si as informações necessárias para o planejamento e o combate aos problemas sociais.

Mesmo todos os vereadores tendo sido insistentemente convidados, participaram do evento Arnaldo Godoy, João Bosco Rodrigues e Adriano Ventura.

O sistema já está disponível no site do Movimento através do link: www.nossabh.org.br/indicadores 

Sistema de Indicadores Nossa BH

Elaborado a partir de dados oficiais fornecidos pelos governos federal, estadual e municipal, o sistema reúne 73 indicadores (45 por sub-região da cidade, 18 para o município como um todo e 10 a respeito de equipamentos públicos e conveniados), retratando os desafios e as desigualdades internas da cidade, permitindo diagnosticar, planejar, monitorar e exercer o controle social. 

Estão disponíveis informações sobre saúde, educação, violência, juventude, meio ambiente/saneamento/moradia, emprego e renda, assistência social e mobilidade urbana.

Nele é possível consultar mapas da cidade, com o retrato regionalizado da situação de cada indicador, e tabelas com os dados, bem como observar a situação de cada uma das 40 sub-regiões em que BH está dividida, em páginas específicas para cada uma delas.

Nas páginas dedicadas aos indicadores, há ainda a apresentação da desigualdade intraurbana, por meio da comparação entre o melhor e o pior valor entre todas as subregiões. O sistema é de fácil consulta e permite tanto o aprofundamento técnico dos dados, como a compreensão intuitiva da situação de cada sub-região e da cidade, nos seus diversos aspectos.

Com isso, torna-se possível aprimorar a discussão das políticas públicas, buscando a construção de metas de transformação real da situação de vida e da garantia de direitos da população da cidade, em lugar de simplesmente discutir construções, obras e realizações. É objetivo do Movimento Nossa BH definir, a partir deste sistema, um conjunto de compromissos para o desenvolvimento da cidade, por meio da discussão e mobilização social.

O sistema completo está disponível em www.nossabh.org.br/indicadores.

Nossa BH

O Movimento Nossa BH é uma iniciativa de diversos cidadãos, entidades e empresas privadas de Belo Horizonte que, articulados às redes latino-americana e  brasileira por cidades justas, democráticas e sustentáveis, tem por objetivo principal comprometer a sociedade e os sucessivos governos com uma agenda e um conjunto de metas que visem à melhoria da qualidade de vida no município hoje e no futuro.

Apartidário, o MNBH baseia-se na democracia participativa, na pluralidade de ideias, em busca de uma cidade mais justa e sustentável para todos. Atualmente o Movimento conta com o apoio financeiro, técnico e humano voluntário de pessoas e organizações sociais.

Apoiam atualmente o Movimento a Fundação Avina, o Instituto Ethos de Responsabilidade Social, a Oficina de Imagens, o Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMAIS) e o Sistema Fecomercio Minas - SESC/SENAC e Sindicatos.


Para fazer parte, entre em contato pelo email comunica@nossabh.org.br 


Contato para a Imprensa
Adriana Torres
031 - 3427-6137
031 9951-1406
comunica@nossabh.org.br 

 

UM EXEMPLO DE VISIBILIDADE DE GESTÃO PÚBLICA

Dados Abertos Governamentais em Vancouver

Fonte: http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas_praticas/exibir/180

 

 

No ano de 2009, o governo da cidade de Vancouver, lançou um programa a fim de compartilhar livremente com cidadãos, empresas e outras jurisdições, a maior quantidade de dados possível. Estes conjuntos de dados, publicados online na data.vancouver.ca, estão agregados a programações, numa ampla variedade de formatos.
Este procedimento segue a lógica do que atualmente é definido como Dados Abertos Governamentais: “publicação e disseminação das informações do setor público na Web, compartilhadas em formato bruto e aberto, compreensíveis logicamente, de modo a permitir sua reutilização em aplicações digitais desenvolvidas pela sociedade”.
Desde então, diversas bases de dados públicos têm sido disponibilizadas, de forma a promover seu uso para o planejamento e a gestão. Esse processo facilitou a criação de novos serviços, ideias e experiências e auxiliou no desenvolvimento das regiões de Vancouver. O banco de dados on-line é integrado ao banco da gestão pública, o que facilita a atualização dos dados pelos servidores, que são alterados quase que instantaneamente.
Em 2010, a prefeitura decidiu ampliar o projeto, fazendo a liberação do orçamento e despesas da prefeitura e do conselho municipal.

Resultados

• Benefícios para o serviço público, a pesquisa e a educação
• Dados “perdidos” foram recuperados e organizados
• Pela primeira vez, houve integração de todos os dados públicos
• Mudança cultural de todos os atores envolvidos, principalmente dos próprios servidores públicos
• Atualmente, há um total 125 conjuntos de dados sobre toda a cidade
• Mudança no processo produtivo e de serviços direcionados à cidade de Vancouver:
- pesquisadores têm utilizado os dados disponíveis para realizar um relatório sobre o impacto das elevações dos mares na costa de Vancouver
- moradores analisaram os possíveis impactos causados aos aspectos locais por novos empreendimentos
- foi criado um sistema de lembrete para os dias e horários da coleta de lixo por setores da cidade
- foi criado, também, um sistema inteligente para seleção de estacionamentos nas proximidades do usuário, por vagas disponíveis e preços acessíveis

Cidade livre de combustível fóssil (Eu diria: quase livre....)

 

Artigo Original: 

http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas_praticas/exibir/83

Capturado em 01/12/2011


Crédito: Girl at lake in Växsjö, Flickr Creative Commons 

Em 1996, Växjö decidiu não depender mais de combustíveis fósseis. 

Descrição breve do projeto

Em 1996, Växjö decidiu não depender mais de combustíveis fósseis. O município fez parcerias com empresas locais, indústrias e companhias de transporte para atingir esse objetivo. Criaram o compromisso político para eliminar o uso de combustíveis fósseis e reduzir as emissões de CO2. A cidade quis assumir a responsabilidade de mostrar que é possível cuidar do clima, mesmo em um pequeno município. A receita para o sucesso foi um rigoroso planejamento e acompanhamento de todas as emissões de CO2. Como resultado, fontes de energias renováveis (como geotérmica e solar, entre outras) deram conta de cerca de 88% do aquecimento (858 GWh), em 2005, e serviram para abastecer 54% da cidade, em 2007.

Objetivos

• A cidade se comprometeu a reduzir as emissões de CO2 fóssil em 50% per capita até 2010, e em 70% per capita até 2025 (em relação a 1993)
• Reduzir o uso de energia elétrica per capita em pelo menos 20% até o ano 2015 (em relação a 1993)
• Aumentar o tráfego de bicicletas em pelo menos 20% até 2015 (em relação a 2004)
• Aumentar o uso de transporte público local em pelo menos 20% e do transporte público regional em pelo menos 12% até 2015 (em relação a 2002)
• Não usar mais petróleo em operações municipais, além de usos complementares, até 2010
• Reduzir as emissões de CO2 provenientes de operações de transportes municipais e serviços em pelo menos 30% até 2015 (em relação a 1999)

Cronograma

• 1983: Växjö Energy Ltd começa a produzir energia baseada em biocombustíveis
• 1996: Início do projeto e do compromisso político "Växjö sem combustíveis fósseis"
• 1998 – 2005: São criados subsídios municipais para pessoas privadas na instalação de painéis solares ou para a conversão de aquecimento a óleo para aquecimento por biomassa
• 2000: A cidade recebe a premiação International Environmental Award pela excelente proteção atmosférica
• 2007: A cidade recebe a premiação Sustainable Energy Europe Award pla Comissão Europeia
• 2007: É construído o primeiro posto de abastecimento para biogás. O biogás é produzido na estação de tratamento de esgoto do município
• 2008: Um sistema fotovoltaico na escola Teleborg fornece a 1/8 da energia demandada pela instituição
• 2008 - 2009: A empresa municipal Hyresbostäder passa a constriu as chamadas casas passivas, sem o sistema tradicional de aquecimento
• 2008 – 2010: A empresa municipal Vidingehem otimiza o uso de energia em apartamentos a partir do uso de luz solar
• 2009 – 2011: Introdução de biogás combustível em ônibus da cidade
• 2011: Fundação de um cluster regional de aquecimento urbano através da conexão das redes de aquecimento por distrito de Växjö e de Alvesta

Resultados

• De acordo com muitos jornais e revistas internacionais, Växjö é a cidade mais verde da Europa. Dentre outras indicações, ganhou o prêmio Melhores Práticas Ambientais no Báltico Cities Award 2007 na categoria Gestão de Energia Sustentável
• Em 2007, 54% da energia da cidade vinha de fontes alternativas, como biomassa, energia geotérmica, eólica e solar
• Maioria do consumo de energia renovável é originada do setor de aquecimento, nos quais 91% do consumo são baseados nos recursos de energia renovável
• Desde 1993, as emissões de CO2 têm sido reduzidas para 32% por habitante. Dentro do setor de aquecimento, as emissões tem sido reduzidas em 83%
• No setor de transporte, ainda há muito a ser feito, no entanto, biocombustíveis têm sido misturados à gasolina e ao diesel e 4% da energia nesse setor é baseada em recursos renováveis

Instituições envolvidas

• Prefeitura de Växjö

Perfil da cidade

Cidade: Växjö
País: Suécia
Continente: Europa
População: 60 mil (2008)

 

A Publicidade e a Poluição Mental nas Cidades....

 

Até que ponto o que você pensa, seus hábitos e desejos são realmente seus? ou são implantados pelas inúmeras exposições ao longo da vida à uma enxurrada de logos?

 

Finalmente, estão tocando de forma séria no assunto:

 

 

 

 

A PUBLICIDADE E A POLUIÇÃO MENTAL

 

http://www.consumismoeinfancia.com/07/11/2011/publicidade-e-poluicao-mental/  

Capturado em 30/11/2011

 

“Como lutar contra o fluxo incessante de logos, marcas, slogans e jingles que inundam nossas ruas, invadem nossas casas e aparecem nas nossas telas?” É com essa questão que Micah White, editor da revista Adbusters, começa sua coluna sobre a publicidade como forma de poluição mental. Para ele, o verdadeiro perigo na publicidade não são as mensagens individuais, mas sim o efeito produzido na nossa “ecologia mental” pelo grande volume de publicidade a que estamos expostos. “Pense nas consequências mentais a longo termo da exposição ao comercial da Nike, dezenas de vezes ao dia, desde seu nascimento até a morte”, exemplifica. Quais os possíveis danos a nossa psique? 

A revista aproveitou a realização do 58º festival de Cannes, em junho, para promover uma campanha contra a “poluição publicitária”. Apoiado na teoria de Michel Serres, White explica que é necessário “parar de ver a publicidade como forma de comunicação comercializada e começar a vê-la como poluição”. De acordo com a teoria de Serres, os animais (humanos inclusive) usam a poluição para marcar e se apropriar de territórios, através da sua destruição – e nesse quesito estaria também a publicidade, considerada como poluição ‘soft’.

No final do seu artigo, White se junta a Serres em um apelo, pedindo a ação da sociedade contra a poluição mental e ambiental da publicidade. “A Terra está sendo dominada por corporações. Quer seja se apropriando do oceano com vazamentos de óleo ou se utilizando de espaços públicos com propagandas, corporações usam a poluição para roubar o que é nosso”, explica.

 

 

 

 

 

 



Maior parede verde da América do Norte é instalada nos subúrbios de Vancouver'

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/setembro/suburbio-de-vancouver-tem-a-maior-parede-verde-da#ixzz1ZCIydoas 

 

Capturado em 27/09/11


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01
Dez mil plantas foram instaladas em estruturas verticais/Foto: Divulgação

O que antes era uma grande parede de concreto de quase 300 m² foi transformado em um exuberante jardim vertical que trouxe borboletas e beija-flores para White Rock, subúrbio de Vancouver, no Canadá.

O edifício, que é sede da Biblioteca Pública Semiahmoo, possui a maior parede verde da América do Norte, tanto na extensão quanto em diversidade de vida vegetal, onde são abrigadas mais de 10 mil plantas divididas em 120 espécies de arbustos, árvores pequenas e espécies de grande porte.

A iniciativa partiu da empresa Green Over Grey - Living Walls and Design, responsável por implantar diversos projetos semelhantes em aeroportos, bancos, hospitais e centros de compras do Canadá.

02
O projeto da biblioteca levou três meses para ficar pronto e deu cara nova ao bairro/Foto: Divulgação

A parede cria um ecossistema equilibrado no meio da cidade, além de isolar o edifício e manter a temperatura quente no inverno e fresca no verão, otimizando o consumo de energia elétrica.

A tecnologia empregada é semelhante à ação capilar adotada por espécies que se desenvolvem em morros e cachoeiras. Suportes verticais garantem o suprimento de água e nutrientes necessários para a sobrevivência das plantas.

 

Fim artigo

 

 

"Rio tem mais poluição do ar do que São Paulo, aponta OMS" -

O Estado de São Paulo - Jamil Chade - 26/SET/11 | 13h 52

 

 

1° levantamento mundial da qualidade do ar coloca SP e Rio entre as 300 mais poluídas

 

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,rio-tem-mais-poluicao-do-ar-do-que-sao-paulo-aponta-oms,777728,0.htm

capturado em 27/09/11 - 12:14h

 

 

GENEBRA - O Rio de Janeiro, cidade que irá sediar os Jogos Olímpicos de 2016 e parte importante da Copa do Mundo de 2014, tem um índice de poluição do ar três vezes superior aos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pior que o da cidade de São Paulo. Em uma avaliação inédita com 1,1 mil cidades pelo mundo, a OMS alerta que as cidades de países emergentes são hoje não apenas as que mais se beneficiam de uma expansão econômica, mas também são as mais poluídas, seja no Brasil, Indonésia, Coreia, China ou Índia.

 

São Paulo, apesar de estar em uma situação melhor que a do Rio de Janeiro, não tem nada a comemorar. A capital paulistana tem um índice duas vezes superior às recomendações da OMS. No geral, o Brasil também tem uma média de poluição do ar duas vezes superior ao que estabelece a entidade mundial de saúde.

 

De 91 países avaliados, o Brasil é o 44° com maior índice médio de poluição do ar. Todo o Leste Europeu, apesar das acusações de ter uma indústria ainda obsoleta, herança da União Soviética, já apresenta taxas de poluição do ar mais adequadas que o Brasil. O Brasil é ainda hoje o nono país do mundo com maior número de mortes por problemas respiratórios.

 

Entre as 1,1 mil cidades avaliadas, a situação mais preocupante no Brasil é a do Rio, na 144ª colocação entre as mais poluídas, superando Istambul, Tijuana, Seul e Dar Al Salaam. Por cada metro cúbico de ar, foram encontradas uma taxa de 64 microgramas de poluição. Para a OMS, o ideal seria uma taxa de apenas 20 por metro cúbico de ar. Um cidadão no Rio respira um ar seis vezes mais poluído que na Austrália ou Luxemburgo. Essas micropartículas, uma vez no pulmão, podem passar ao sangue e causar asma, câncer e doenças cardíacas.

 

Uma parcela do interior paulista ainda seria considerado como o 204° local mais poluído, rivalizando com Chennai, na China. Mas grande parte do interior paulista tem uma taxa de poluição perto do que pede a OMS.   A região metropolitana de São Paulo vem na 268ª posição no mundo, com uma taxa de 38 microgramas por metro cúbico. A taxa é quase duas vezes superior aos níveis recomendados pela OMS, mas está na mesma posição que Paris e Buenos Aires. São Paulo ainda é mais poluída que Caracas e Roma. Um paulistano respira quatro vezes mais partículas de poluição que alguém em Ottawa, Dublin ou na Finlândia.

O brasileiro Carlos Dora, coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, estima que um dos principais responsáveis por essas taxas é o transporte. Mas alerta que uma solução deve ser pensada de forma estratégica e adequada a cada cidade. "O problema da poluição não é isolado. Portanto, uma solução deve ser de uma constelação de medidas", disse.   Segundo ele, uma redução da poluição aos níveis aceitáveis pela OMS reduziria em 15% o número de mortes anuais na cidade carioca por problemas respiratórios.

 

Maria Neira, diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, acredita que o investimento justamente em transporte público pode ser a solução para reduzir de forma importante a taxa de poluição do ar. "Essa redução é possível. Basta ver o que os países ricos fizeram. Há décadas, estavam entre os locais mais críticos do mundo e conseguiram reverter essa situação com políticas e leis", disse.

 

Mas questionada sobre a realização dos Jogos Olímpicos no Rio e o impacto da poluição nos atletas, a diretora da OMS evitou comentar. “Já fizeram os Jogos em Pequim”, respondeu. A capital chinesa tem um índice de poluição seis vezes superior à meta da OMS.

 

No Brasil, as cidades de porte grande com melhor qualidade do ar são Curitiba, com uma taxa de 29 e equivalente a Londres e Belo Horizonte, que no ranking aparece como a metrópole brasileira melhor colocada, com um ar dentro dos limites que pede a OMS e na 615ª  posição das mais poluídas.   A cidade mineira de Ibirité tem uma taxa de poluição que sequer chega ao teto estabelecido pela OMS, assim como partes do interior de São Paulo. Os dados são baseados em 68 estações de captação do próprio País, mantidas em quatro estados brasileiros.

 

Emergentes. A avaliação da OMS é de que a contaminação atmosférica mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo por doenças respiratórias. Um milhão e cem mil dessas mortes poderiam ser evitadas se a taxa de poluição fosse reduzida. Dos 91 países avaliados, 80 estão acima do padrão da OMS. Mas os dados também mostram que são os moradores de países emergentes com fortes taxas de crescimento que mais são vítimas da poluição do ar. "Em muitas cidades, a poluição chega a níveis que ameaçam a saúde humana", afirma Maria Neira. Grande parte das 1,3 milhão de mortes ocorre em países emergentes.

 

Transporte, plantas de produção de energia e mesmo o aquecimento de casas estão entre os principais fatores.   No topo da lista das cidades mais poluídas estão várias no Irã, Índia, Paquistão e China, com taxas de até 300 microgramas por metro cúbico. A China também é o país com o maior número de mortes por doenças respiratórias, com mais de 400 mil vítimas por ano. Com 23,7 mil mortes, o Brasil é nono colocado no mundo. “Os locais com o crescimento mais rápido também são os que apresentam maior taxa de poluição”, disse Neira. "Os mais pobres são hoje os mais vulneráveis", disse.

 

Com a publicação da lista, a OMS espera mobilizar a sociedade para lutar por um ar mais adequado. “Muitas das cidades com a pior  taxa sequer estão na lista”, alertou Dora. "Esperamos gerar uma pressão pública sobre as autoridades", disse Maria Neira.   A diretora também insiste sobre a necessidade de governos de adotar leis para exigir reduções nas emissões de poluentes. "Investir nisso permite ao estado reduzir custos com hospitais", disse. “As intervenções não são caras”, alertou, apontando que para cada 1 dólar investido em reduzir a poluição, 10 são economizados.

 


 

Jamil Chade - Estado de São Paulo - 26/09/11

Fim artigo

 

 

"Caminhar é a atividade mais importante nas cidades" - Folha de S.Paulo

 


ENTREVISTA DA 2ª

ALEXANDROS WASHBURN

 

 

Capturado de http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/16818 em 31 agosto/2011

 

PARA O DIRETOR DE DESENHO URBANO DE NOVA YORK, DECIDIR QUE O PEDESTRE É O FOCO É UMA DECISÃO POLÍTICA FUNDAMENTAL

VANESSA CORREA

DE SÃO PAULO

 

"Agora é a vez do pedestre", afirma o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn.

A Folha conversou com o arquiteto durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, promovido pela Prefeitura de São Paulo em junho.

Ele critica o modelo de urbanização com prédios recuados e muros alto, comum em São Paulo.

 

Folha - São Paulo pretende adensar as áreas centrais para aproximar as pessoas dos empregos e da infraestrutura que já existe. A cidade não vai se tornar desagradável, cheia de prédios altos?

Alexandros Washburn - Não é agradável caminhar pela Quinta avenida? Não há nada de errado com prédios altos. A questão é como esses prédios se encontram com a rua. Aqui você tem uma regra que diz que os prédios devem ser recuados. Mas aí o que você tem é rua fechada com muros e grades.

 

E como deve ser?

O muro da rua tem que ser feito do tecido dos prédios, com lojas, janelas nos primeiros andares. Você tem que sentir que as extremidades da rua estão abertas para você. E que as pessoas estão olhando para você.

É preciso projetar desde a linha de um prédio à do outro. Em vez de recuar o prédio cinco metros, construir direto na calçada. Deixa uns três metros livres na calçada. E aí põe uma árvore, depois a guia. E então decide: Vou pôr uma ciclovia ou vou pôr os carros para estacionar aqui?

Alguém precisa desenhar isso. Hoje, está por conta própria.

 

Nova York enfrentou resistência dos moradores para implementar a ciclovia do East Side?

Tem havido um pouco de resistência. Mas isso é parte do processo de compreensão de como a mistura da via com as bicicletas funciona.

Em minha perspectiva, o pedestre é o mais importante. Caminhar é a atividade mais importante na cidade. Tanto pelo lado cultural como pela sustentabilidade.

Nova York tem muita sorte por lutar por ótimas ruas. Você conhece a música "Empire State of Mind", da Alicia Keys? É sobre caminhar em Nova York. Tem outra do Frank Sinatra. As ruas de Nova York são tão boas para andar que as pessoas escrevem músicas sobre isso.

 

O que torna a cidade "caminhável"?

Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade.

É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.

 

Como colocar o pedestre em primeiro lugar em uma cidade projetada para carros, como São Paulo?

Cidades são projetos de longo prazo. Os carros estão em primeiro lugar há 50 anos. Agora é a vez do pedestre. É uma questão de equilíbrio, não de eliminação.

Quando você toma a decisão de colocar o pedestre em primeiro lugar, você adota um ponto de vista. Você vê os problemas através dos olhos de um cidadão caminhando pela rua. Não são soluções mutuamente exclusivas.

Por exemplo, como pedestre, é bom ter carros parados paralelamente à calçada. Eles formam uma barreira ao movimento da rua. Carros e pessoas podem andar juntos, mas a questão é perguntar primeiro ao pedestre.

 

É possível transformar o Minhocão em um parque suspenso, como o High Line, de Nova York?

A comparação entre o Minhocão e o High Line é difícil. Primeiro, o Minhocão não é uma linha de trem abandonada, como o High Line. O Minhocão tem uma função de transporte ativa.

Acho que o objetivo para o Minhocão pode ser modificar essa função de transporte, não eliminá-la, e fazê-la servir melhor a vizinhança ao redor dele.

Mas acho que não se deve chegar a ideias precipitadas. É preciso um debate amplo entre comunidade e especialistas para definir qual é o objetivo social, econômico e ambiental da transformação do Minhocão. No momento, me parece que desenhar a pergunta é mais importante do que fazer um projeto.

 

Há semelhanças entre a revitalização da área portuária de Nova York e a Nova Luz?

Diferentemente do que fizemos com a região portuária, a Nova Luz tem o potencial de ser uma vizinhança completa: tem uma ótima estação de trem, um ótimo parque, apartamentos, escritórios, lojas. E tem uma localização estratégica, próxima ao centro. A estrutura está toda lá para que se torne um bairro excelente.

Para mim, o sucesso da Nova Luz está nos detalhes. Primeiro: como os novos prédios vão se encontrar com a rua? A calçada contribui para que exista um lugar bonito para caminhar? Os estabelecimentos estão abertos para a calçada para reforçar a vitalidade do local para o pedestre? E qual é a mistura do que já existe e do novo?

 

Como é a participação nos projetos de Nova York?

Nós temos uma forma de ouvir as pessoas, a "Uniform Land Use Review Process". Está na lei. Fazemos reuniões, ouvimos.

Assim, é possível pegar uma ideia da comunidade, transformá-la em uma política, que é então financiada pelo setor privado. E também um pouco pelo governo.

Um projeto que resultou desse método foi o High Line, que mudou o bairro ao redor.

Rudolph Giuliani [ex-prefeito de Nova York] já tinha assinado uma ordem para demoli-lo. Aí, dois caras organizaram um grupo chamado Amigos do High Line. Eles organizaram uma competição de ideias. Para qualquer ideia dar certo, política, financiamento e projeto têm de estar juntos.

 

As pessoas sempre se interessam pela mudança urbana?

Na área portuária, que é a área próxima de onde houve o ataque ao World Trade Center, nós nos engajamos com o conselho comunitário.

Mostrávamos os desenhos, argumentávamos, refazíamos. Tem muito a ver com diálogo. E às vezes pode ser muito emocional, às vezes técnico.

No final, todo mundo quis fazer com que a margem do rio ficasse melhor.

Esse é um valor importante para o desenvolvimento urbano: fazer com que o projeto pertença não só a quem o construiu, mas às pessoas que moram ali. A comunidade precisa sentir que ela quer que o projeto aconteça.

 

 

E como está a revitalização da zona portuária?

Está pronta. Você já pode ir lá e passear nela. É muito importante entender que a janela de oportunidades se abre por um tempo curto. Você tem que saber o que quer e fazer enquanto pode.

Quando a mudança vem, é de uma vez. E aí para. São Paulo é muito empolgante para mim. Me parece ser uma cidade à beira da mudança. Não tanto fisicamente, mas de ponto de vista. Quando essa mudança de perspectiva acontece é que a cidade muda fisicamente.

 

Você falou de ideias que surgiram da população. E quando o processo é inverso?

 

Tem um ditado em inglês, "o sucesso tem muitos pais". Você está sempre procurando ideias que sejam bem-sucedidas. Muitas não vão a lugar nenhum. As que dão certo são as que têm ressonância. E é isso que estamos buscando. Dá para descobrir rápido. É como quando você toca a tecla certa do piano.

 

 

JAN GEHL: ESPECIALISTA EM CRIAR CIDADES MELHORES

O arquiteto Jan Gehl, responsável por mudar a cara de Copenhague, nos anos 1960, mostra que as cidades têm solução e dá a receita: pensar, em primeiro lugar, nas pessoas

 

Natália Garcia  - Vida Simples 

 

É clichê e piegas, mas é preciso dizer: por trás - e ao lado - de todo homem há, sim, uma grande mulher. No caso do planejador urbano dinamarquês Jan Gehl, que se formou arquiteto em 1960 na Royal Danish Academy of Fine Arts, foi a esposa psicóloga que o impediu de se tornar mais um "obcecado pela forma, sem pensar na funcionalidade", como ele descreve a maioria dos colegas. "Ela me provocava perguntando por que nós nunca pensávamos nos aspectos humanos na hora de criar projetos para a cidade", conta. Gehl e a esposa organizavam reuniões semanais em sua casa com outros colegas para discutir as fronteiras (e possíveis ligações) entre sociologia, psicologia, arquitetura e planejamento. Esses encontros foram o começo do que mais tarde se tornaria o assunto da vida de Jan Gehl: como criar cidades melhores para as pessoas. 

Em 1971 ele publicou seu primeiro livro, Life Between Buldings ("A vida entre os prédios", em tradução livre, sem versão em português), em que se debruça sobre o comportamento das pessoas nos espaços públicos e utiliza a Strøget, a primeira rua de pedestres de Copenhague, como laboratório para mostrar que priorizar as pessoas era o melhor para criar boas cidades. A Strøget era uma importante avenida comercial e o anúncio de seu fechamento para virar um calçadão em 1962 causou reações negativas. "Não somos italianos", diziam os jornais para argumentar que o clima gélido da Dinamarca impossibilitava uma vida ativa nos espaços públicos. "Um ano depois, todos os comerciantes reconheciam: eles estavam errados", conta Gehl. As vendas triplicaram e esse calçadão de quase 1 quilômetro passou a ser ocupado pelos habitantes da cidade. Estudar o assunto fez com que Gehl criasse uma metodologia de planejamento que prioriza as pessoas. Seu escritório, o Gehl Architects, é o mais requisitado do mundo e já fez projetos, inclusive, para São Paulo e Rio de Janeiro. 

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O que significa criar uma cidade para as pessoas? 
Você já notou que sabemos tudo sobre o habitat ideal dos gorilas, girafas, leões, mas nada sobre o Homo sapiens? Qual o lugar ideal para essa espécie viver? Infelizmente, sabemos muito pouco. Boa parte dos profissionais que definem o futuro de uma cidade, os arquitetos, urbanistas e políticos, estão preocupados com outras coisas. Eles querem melhorar o trânsito, criar "skylines", monumentos, pontes, mas nenhum deles tem na agenda o item "criar uma cidade melhor para as pessoas viverem". 

E qual seria o lugar ideal para o homem viver? 
Certamente não é uma cidade em que se precise passar três horas por dia dentro de um carro preso no congestionamento. Mas uma das coisas que descobri em todos esses anos de trabalho é que precisamos respeitar a escala humana. Em meu livro Cities for People ("Cidades para pessoas") eu falo, por exemplo, sobre a síndrome de Brasília, uma prática repetida em várias cidades do mundo. Brasília nasceu para ser uma cidade planejada, certo? Pois bem, quando a olhamos do céu, ela é incrível, mas quando a olhamos do chão, parece que estamos em uma maquete fora de escala. É tudo grande demais, as distâncias são impossíveis de serem percorridas pelo corpo humano e os monumentos são grandes demais para apreciarmos a partir de nossa altura. Isso sem contar a falta de calçadas e ciclovias. Se você não tem um carro em Brasília, fica impossível se locomover. 

A escala humana, então, é a chave para planejar cidades para pessoas? 
É uma das chaves. Temos que criar uma mudança de paradigma aqui. Antes de pensar em mais ruas, ciclovias, transporte público ou mesmo na escala humana, é preciso pensar: que cidade queremos? E aí, o que importa não são os elementos do planejamento urbano, mas as coisas que nos fazem viver melhor. Quando os planejadores quiserem chegar aí e não, por exemplo, ao melhor sistema de mobilidade possível, aí sim estaremos em um caminho interessante para melhorar as cidades.

O senhor fala em trânsito, problema grave no Brasil. Quais as soluções para essa questão?
 
 O congestionamento é, sem dúvida, um dos maiores problemas das grandes cidades do mundo. E a chave para resolvê-lo é entender que a demanda correta não deve ser por mais transporte público ou ciclovias ou calçadas. Deve ser por mais opções, por mais liberdade de escolha de meios de se locomover do ponto A ao ponto B. Só ciclovias ou só transporte público não resolvem, mas uma combinação dos dois com boas calçadas e vias exclusivas de pedestres começam a deixar a cidade mais interessante e a dependência que se desenvolveu do carro começa a diminuir. Mas, ainda assim, muita gente vai continuar se locomovendo de carro, por comodidade. Então, junto com o aumento de opções de locomoção, é preciso diminuir o uso dos carros, dando menos lugar a eles. Quanto mais ruas, mais carros, quanto menos ruas, menos carros. Se você oferecer infraestrutura, a sociedade vai utilizá-la. Então, tirar espaço dos carros, ou proibir que estacionem nas ruas, são algumas das formas de garantir que eles sejam menos usados, em especial em curtos trajetos. E aí, as pessoas que realmente precisem de um veículo para se locomover, seja porque a distância é longa demais, seja porque é uma emergência, terão espaço para dirigir.

Parece tão difícil e tão longe da nossa realidade...Sim, é um processo complicado. Hoje Copenhague é um exemplo mundial de uma cidade boa para se viver, mas começamos nossa mudança de paradigma 50 anos atrás. A chave para que tenhamos chegado até aqui foi dar um passo de cada vez. Não dá para, de uma hora para outra, proibir os carros de estacionarem nas ruas. Mas que tal proibir em um bairro? Ou em apenas uma avenida? E, no lugar onde os carros estacionariam, criar uma ciclovia? Esse acaba sendo um projeto piloto, as pessoas teriam tempo para se acostumar. E, quando começar a dar certo, fazemos isso em outro ponto. Pouco a pouco a população vai entendendo como a cidade pode melhorar. Eu tenho muito orgulho de dizer que moro em uma cidade que todos os dias é um pouco melhor do que era no dia anterior.

Em Copenhague, um terço das pessoas usa a bicicleta como transporte todo dia. As bicicletas devem ser pensadas como solução em cidades grandes como São Paulo?Certamente sim. A bicicleta é um meio de transporte ágil que não polui e faz as pessoas se exercitarem. A chave para integrar a bicicleta à mobilidade urbana de uma cidade muito grande é não pressupor que as pessoas vão fazer todo o trajeto pedalando. Pedalar 20 quilômetros pode ser ok para quem é jovem e tem condicionamento físico, mas certamente não é uma prática para todos. Então a bicicleta precisa estar integrada a outros meios de transporte. Bicicletários deveriam existir na maioria absoluta dos pontos de ônibus, trens e metrô, para que as pessoas possam fazer parte do trajeto pedalando e parte de metrô, por exemplo. Bicicletas de aluguel que sigam os exemplos de Paris, Barcelona e Lyon, onde as pessoas podem retirá-las e devolvê-las em diferentes pontos da cidade, são ideais. Mas é fundamental que haja infraestrutura para pedalar. Se as pessoas não se sentirem seguras, bicicleta continuará sendo um meio restrito para se transportar.

Como a população deve participar do processo da criação de cidades para pessoas?  
 
 É preciso que as pessoas exijam as coisas certas. Se você, por exemplo, perguntar a uma criança o que ela quer de natal, ela vai te responder uma lista de coisas que já conhece. Uma criança nunca pediria algo de que nunca ouviu falar. O mesmo vale para as demandas das pessoas em relação às cidades. É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas. Enquanto exigirem mais ruas para dirigirem seus carros, as cidades vão continuar crescendo do jeito errado. Quando passarem a exigir mais liberdade de locomoção, daí o governo terá que fazer algo a respeito. Em Copenhague foi assim. Na década de 1970 a cidade estava tomada pelos carros. Com a crise do petróleo, dirigir ficou muito caro e as pessoas começaram a exigir infraestrutura para pedalarem em segurança. E as ciclovias foram, pouco a pouco, tomando o lugar dos carros.

O planejamento urbano pode fazer as pessoas mais felizes? Planejamento urbano não garante a felicidade. Mas mau planejamento urbano definitivamente impede a felicidade. A pior coisa para a felicidade das pessoas é perder tempo paradas no congestionamento. Se a cidade conseguir diminuir o tempo que você fica parado no trânsito e lhe oferecer áreas de lazer para aproveitar com seus amigos e sua família, ela lhe dará mais condições de ter uma vida melhor. O planejamento urbano é uma plataforma para as pessoas serem felizes. ..

 

 

 

A HORA DAS CIDADES COMPACTAS

 

 

Gustavo Bonfiglioli - O Estado de S. Paulo

Postado em 04 de junho de 2011 | 18h 37
às 20:40h
  

Quanto maior a cidade, maiores os impactos. Seja no transporte, drenagem das águas ou na construção civil, megacidades como São Paulo pagam o preço da expansão não planejada. Segundo Miguel Bucalem, secretário de Desenvolvimento Urbano da capital, a dinâmica da cidade pode gerar deslocamentos entre a casa e o trabalho de até 4 horas. E é por conta justamente dessa demanda por transporte que muitas áreas de baixa densidade populacional puxam para cima as emissões de gases estufa.

"Não é uma regra absoluta, mas, na maioria dos casos, baixas densidades significam altas emissões", afirma Andrea Fernandez, pesquisadora da empresa de arquitetura e planejamento urbano internacional Arup, com sede em Londres.

Andrea esteve entre 31 de maio e 3 de junho no C40, cúpula internacional que reuniu 47 metrópoles para a troca de ideias sustentáveis. Ela apresentou um estudo que mostra a forte conexão entre emissões de gases estufa e densidade demográfica, baseado na realidade das cidades do C40.

O tema das cidades compactas, que diminuem a distância entre a casa e o trabalho, foi discutido amplamente entre prefeitos e representantes de cidades.

Uma das soluções citadas para mitigar as emissões que os deslocamentos causam é adensar áreas urbanas já consolidadas, por meio da verticalização de construções. Com a limitação da expansão territorial, surge também uma outra necessidade nas cidades: a de ter espaços eficientes e multiuso.

"Em Roterdã (Holanda), há alguns anos apenas 5% da população vivia na cidade. Tínhamos que mudar isso. Não podemos mais aumentar nossas cidades, e sim deixá-las mais densas e distribuir suas populações, com maior mobilidade e interação social", defende Paula Verhoeven, diretora de sustentabilidade da prefeitura de Roterdã.

"Cidades sustentáveis são compactas", defende Richard Rogers, arquiteto responsável pelo projeto do Centro Pompidou, em Paris. Nem sempre o excesso de densidade é benéfico, é claro. Mumbai, na Índia, tem 30 mil habitantes por quilômetro quadrados em algumas regiões - e é um exemplo da falta de planejamento sustentável.

O conceito de cidade compacta não pode ser resumido por fórmulas, e sim pensado de acordo com a realidade de cada metrópole. Confira seis medidas que São Paulo poderia adotar em seu planejamento urbano para ser mais compacta e eficiente.

ESPAÇOS MULTIUSO CRIATIVOS

Reduzir cidades e torná-las eficientes implica pensar espaços multifuncionais de modo criativo. O telhado verde nos edifícios, muito comum nas cidades de Nova York e Barcelona, ajuda a capturar gás carbônico e a aumentar a área verde da cidade. A tecnologia também contribui com a drenagem das águas. Em Roterdã, na Holanda, "praças de água" estão sendo construídas. Em épocas de seca, são espaços de convivência, lazer e esporte. Com as chuvas, viram piscinões que armazenam água e evitam enchentes.

TUDO NUM MESMO BAIRRO

Ainda para evitar o maior vilão do aquecimento global, o deslocamento, é importante, ao planejar uma cidade compacta, ter bairros com múltiplas funções, como moradia, comércio, postos de saúde, creches e escolas. Segundo a vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a cidade deve fugir do urbanismo de zonas e da desigualdade de territórios - como em São Paulo, que segue a Lei de Zoneamento, de 1972. "Em Paris, também há bairros onde se trabalha e outros onde se mora. A cidade ecológica deve mesclar tudo em cada bairro."

VOLTAR A MORAR NO CENTRO

Cidade sustentável deve ter políticas habitacionais no centro. Paris exigiu que metade das novas construções na região central fosse ocupada pela população de baixa renda. Em dez anos, a cidade, com 2 milhões de habitantes, levou 30 mil à região. Miguel Bucalem diz que a prefeitura de São Paulo quer fazer o mesmo com o projeto Nova Luz, no bairro Santa Ifigênia. Associações de moradores resistem: para elas, por ser da iniciativa privada, o projeto criaria especulação imobiliária e expulsaria moradores e comerciantes.

EMPREGO MAIS PERTO DE CASA

Apesar da importância de repovoar bairros centrais em que há muito emprego para poucos habitantes, o contrário também é igualmente relevante. A relação de emprego/habitante, em alguns bairros da zona leste, é de 0,2; em outros, centrais, chega a 10. A densidade demográfica de São Paulo já é grande, de 7,3 mil habitantes/km2. Para evitar o adensamento excessivo em regiões centrais, Bucalem defende a geração de empregos em bairros distantes do centro para evitar grandes deslocamentos de moradores.

INVESTIR EM CORREDORES VERDES

O aumento da cobertura verde da cidade deve ser feito de modo estrutural, não só pensando no aspecto decorativo. Barcelona, na Espanha, e Stuttgart, na Alemanha, são cidades que criaram corredores de vegetação que conectam parques e áreas verdes urbanas. Isso ajuda a homogeneizar a distribuição dos ventos na cidade e evita as ilhas de calor. Ao priorizar o pedestre e as bicicletas, os corredores verdes também incentivam que os cidadãos não saiam de carro, deixando as vias públicas livres de trânsito.

INCENTIVAR O TRANSPORTE ALTERNATIVO

Investir em carros elétricos e biocombustíveis é importante, já que ajudam no problema das emissões. Porém, não diminuir o número de carros e a demanda por transporte automotivo nas ruas significa mais trânsito. Copenhague investiu em ciclovias e no incentivo ao transporte via bicicleta. Lá, 55% dos seus moradores vão e voltam do trabalho de bike. O fomento ao meio de transporte, aliado a iniciativas como os corredores verdes e bairros planejados, pode ser uma boa solução para o excesso de carros nas ruas

 

 

 

Jardins urbanos suspensos

 

 

Retirado do site: Mercado Ético - 16/06/2011 12:22:58

 

Seu nome é Jardins de Cristal (Crystal Gardens), uma referência direta à interessante combinação de vidro e verde. Mas os seus criadores, da CK Designworks, em Melbourne, na Austrália, afirmam ser uma rua vertical.

A cada seis andares do edifício de 35 andares, que será construído lá mesmo em Melbourne, haverá jardins com dimensões suficientes para o cultivo de árvores de até 10 metros de altura. Mas não é só isso: todo o edifício estará apresentando as últimas novidades em tecnologia verde.

Arquitetura verde: Jardins suspensos urbanos
As varandas triangulares e a fachada irregular reduzem o movimento lateral do vento, permitindo a coleta da água da chuva. [Imagem: CK Designworks]
  
Coleta de água da chuva

Embora jardins nos telhados e varandas paisagísticas não sejam exatamente uma novidade, o arquiteto Robert Caulfield diz que esta é a primeira vez que cinco jardins comuns serão construídos no mesmo edifício. Para conseguir essa façanha, os jardins de 120 metros quadrados de área de 10 metros de altura cada um serão contidos em caixas, apoiadas em suportes estruturais para sustentar o peso do solo e das árvores.

O edifício usará ainda vidros capazes de refletir o calor e iluminação alimentada por energia solar.

Como o terreno tem apenas 360 metros quadrados, as paredes externas do prédio – mais de 8.000 metros quadrados – serão usadas para capturar a água da chuva. “Isso é raro”, diz Caulfield. Normalmente, os ventos fortes “golpeiam a chuva para fora do edifício”.

Para evitar isso, serão usadas varandas triangulares e uma fachada irregular para reduzir o movimento lateral do vento, minimizando a fuga da água. O sistema de coleta de água será integrado à rede de abastecimento do edifício, sendo utilizada para a rega dos jardins e nos banheiros.

Arquitetura verde: Jardins suspensos urbanos
O edifício usará ainda vidros capazes de refletir o calor e iluminação alimentada por energia solar. [Imagem: CK Designworks]

 

Aquecimento e refrigeração

Os sistemas de aquecimento e refrigeração também foram projetados em torno dos jardins. Os edifícios convencionais ou usam aparelhos individuais de ar-condicionado, ou longos tubos que bombeiam água quente ou fria ao longo de todo o edifício.

“Nós usamos uma versão híbrida,” disse Caulfield. Um sistema de refrigeração instalado em cada jardim irá bombear a água para apenas seis andares, três acima e três abaixo. “Os tubos curtos minimizam a perda de aquecimento ou de arrefecimento”, diz ele.

O prédio, que abrigará lojas, escritórios e 154 apartamentos, deverá estar pronto até 2014. Caulfield contou que seu próximo projeto será a construção de fábricas verticais em Nanjing, na China.

(*)Com informações da New Scientist

 
 
SYMBIOCITY: uma plataforma para cidades sustentáveis

 


O subúrbio de Hammarby Sjöstad, em Estocolmo, é um dos maiores exemplos de aplicação da Symbiocity / Fotos: Divulgação

O governo da Suécia, em parceria com a Swedish Trade Council, desenvolve desde 2002 um projeto que pretende transformar centros urbanos em ambientes totalmente sustentáveis. Batizada de SymbioCity, a abordagem começa a chegar ao Brasil e, assim como foi feito em outros países onde já foi aplicada, quer tornar o planejamento das cidades um processo holístico, onde exista simbioses entre cada elemento urbano, tornando a cidade um local mais sustentável sob todos os aspectos.

De acordo com os fundadores do conceito, SymbioCity significa eficiência dos recursos urbanos, ao longo e entre os diferentes sistemas de tecnologia urbanos ou campos de ação. Assim, os investimentos em infraestrutura são combinados em uma estratégia comum, criando uma série de benefícios e economizando custos substanciais.

Energia, gestão do lixo, abastecimento de água e saneamento, trânsito e transporte, planejamento paisagístico, arquitetura sustentável e funções urbanas, como habitação, indústria e serviços, funções recreativas e culturais, são alguns exemplos de setores que geralmente vivem vidas independentes, mas que com a SymbioCity passam a ser integrados.

Apesar de o tema estar em destaque nos dias de hoje, a plataforma vem sendo arquitetada ao longo de décadas. Por volta dos anos 1960 a Suécia começou a enfrentar perda de recursos naturais e de fontes de energia e percebeu que precisaria criar novas maneiras para isolar construções e desenvolver sistemas automáticos de economia de energia.

Com esse novo pensamento sustentável, o país conseguiu avanços significativos na área, como a redução da dependência do petróleo para aquecimento e produção de eletricidade em 90% desde os anos 1970, além de reduzir suas emissões de dióxido de carbono em 9% durante o período de 1990 a 2006, enquanto seu Produto Interno Bruto (PIB) aumentou em 44%.

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A plataforma busca unir todos os setores da cidade de forma simbiótica

Exemplos na prática 

O subúrbio de Hammarby Sjöstad, localizado em Estocolmo, na Suécia, é hoje um dos maiores modelos da aplicação da SymbioCity. Antiga zona portuária conhecida pelo elevado nível de poluição, o bairro foi construído em 2002 e hoje é apresentado em todo o mundo graças à sua abordagem de planejamento integrado.

O primeiro-secretário da Embaixada da Suécia no Brasil, Mikael Stahl, destaca que o bairro conta com energia renovável, transporte público integrado, construções com lixo conectado em subsolo e levado separado por tubulações para cada destinações adequadas, onde é incinerado, transformado em energia e volta para as casa como forma de aquecimento no inverno.

Como resultados dos investimentos, o bairro hoje apresenta redução de 40% no estresse ambiental, 50% nos níveis de eutrofização, 45% nos níveis de ozônio no solo e 40% no consumo de água. O crescimento local não para e a expectativa é de que até 2015 o bairro tenha 11 mil apartamentos, 25 mil habitantes e 35 mil locais de trabalho.

Os frutos do projeto aliados ao rápido crescimento das grandes cidades e à necessidade de prepará-las para um futuro que exigirá mais eficiência e bom uso dos recursos naturais tem feito com que a plataforma SymbioCity e sua rede formada por mais de 700 empresas suecas percorra o mundo e seja aplicada em diferentes nações.

“A China, por exemplo, está construído uma cidade para mais de 1 milhão de habitantes totalmente baseada na abordagem”, conta Stahl. Canadá, Irlanda, Rússia, África do Sul, Índia, Reino Unido e França também já aderiram à SymbioCity e, de acordo com Stahl, o Brasil pode ser o próximo. 

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Após a adoção de práticas sustentáveis, a Suécia viu seu PIB crescer 44% enquanto suas emissões de dióxido de carbono caíram 9%

“Na Asa Norte de Brasília estão planejando um bairro novo e estão muito interessados no sistema de lixo e São Paulo já ônibus rodando com combustível renovável”, diz Stahl, que tem viajado o Brasil fazendo palestras e apresentando a plataforma para membros do governo e empresários. Ele ainda destaca que o conceito é totalmente adaptável e pode ser feito tanto em cidades antigas quanto novas. 

“Você pode começar de bairro em bairro, onde aquilo for mais urgente. Mas o importante é saber que isso é uma maneira de pensar, é sobre como podemos ter uma cidade funcionando plenamente. A Symbiocity pensa em todas as coisas interligadas, assim você vê como melhorar um ponto para melhorar o todo”, diz.

Apesar da boa recepção dos brasileiros, Stahl lembra que ainda existem muitos desafios a serem vencidos para que essas práticas sejam aplicadas nas cidades do país. "Em Salvador, por exemplo, gostaram muito do sistema de tratamento de lixo, mas questionaram o que aconteceriam com as pessoas que trabalham com a coleta", afirma.

O primeiro-secretário também alerta para a necessidade de se fazer bons investimentos no país com a aproximação de grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas.

“Vai ter mais gente no país, muito turismo, e pressão ficará ainda maior nos aeroportos, estradas e cidades. Claro que o fortalecimento de toda a infraestrutura já está nos planos dos governos, mas isso precisa ser feito de uma maneira sustentável para que possa ser usado pela população depois”, diz.

Ele defende ainda que esse é um bom momento para o país pensar de forma sustentável e lembra que colocar esse modelo em prática não é mais difícil que pôr o modelo convencional. “O preço inicial pode ser maior, mas em longo prazo haverá retorno. É preciso ter essa visão já que a cidade continua crescendo depois dos jogos”.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/marco/symbiocity-uma-plataforma-para-cidades

Capturado em 01.04.11

 

 

Já se perguntou qual a relação do seu estilo de vida na  cidade com a Devastação da Amazônia???

Quem se Beneficia com a Devastação da Amazônia

http://www.conexoessustentaveis.org.br/exibe.php?id=1399

 

Seminário de Apresentação do 2º. Estudo Conexões Sustentáveis: São Paulo–Amazônia

 

Conexões Sustentáveis

 

O novo rastreamento das cadeias produtivas da pecuária, da soja e da madeira mostra que grandes empresas sediadas em São Paulo continuam a financiar a devastação da Floresta Amazônica. Ao fazer negócios com fornecedores envolvidos em crimes ambientais e trabalhistas, tais empresas contribuem para a manutenção de relações comerciais predatórias e que não levam em conta a legislação e as práticas socialmente responsáveis.

 

Essas informações estão no 2º. Estudo Conexões Sustentáveis: São Paulo-Amazônia, realizado pela Repórter Brasil e pela Papel Social Comunicação, por meio do projeto Conexões Sustentáveis, que será lançado durante seminário a ser realizado no dia 23 de fevereiro de 2011, no auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo (SP).

 

O estudo revela a situação atual do desmatamento e do trabalho escravo na região amazônica e as conexões destas práticas com os negócios na cidade de São Paulo. Além de trazer a público o estudo, o seminário tem como objetivo mobilizar as empresas não signatárias para adesão aos Pactos da Madeira, Soja e Pecuária, assim como estimular as já signatárias mapeadas no estudo a intensificar suas ações para o cumprimento dos compromissos.

 

A apresentação desse trabalho será feita por Leonardo Sakamoto, da Repórter Brasil, e por Marques Casara, da Papel Social Comunicação. Em seguida, haverá uma palestra sobre as conclusões do estudo, que será feita por Valmir Ortega, diretor do Programa Cerrado-Pantanal, da Conservação Internacional do Brasil, e contará com os debatedores Eduardo Jorge, secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, e Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra.

 

Seminário de Apresentação do 2º. Estudo
Conexões Sustentáveis: São Paulo-Amazônia

Data: 23 de fevereiro de 2011;
Horário: Das 9h00 às 17h00;
Local: Auditório do Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141 - São Paulo

 

 

 

 


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